2004/07/19

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… num registo de apreensões (des)ordenadas anuncio

uma entrega de vontades partidas, imagens adestradas e uma retórica insensível à mais corrente das codificações… interessa o «porquê» (?) … importa a «razão» (?) … convence-me.

… a palavra chega e com ela a sensação do que pode ser… um encontro de desencontros, a possibilidade de um «nada» que completa e exige compreensão. Em mim (?) … em ti (?) … talvez

nesse «nós» que se constrói a cada pincelada de novos sentidos… mas a (in)certeza prende e com ela chega o abraço da (in)satisfação… com ela, os sabores do silêncio, os sabores imprevistos, os sabores de uma estética… analítica, também.

… e a trajectória que nos envolve afasta, aproxima… desvia, concilia… bloqueia e surpreende porque nos amarra a esse ímpeto de participações, esperadas.

… e depois a escala da cumplicidade a vários tons… de «pares» organizados, de «impares» compostos… «acontece», então, o esboço policromático do corpo (!) … partilhado.

(...)

… se comunicar implica um trabalho mútuo de associações e estímulos, esta é, em síntese, a viagem consentida pelo vasto território das expectativas e sensações