2004/08/18

.. registo(s).

Assumo a «densidade lunar» (consciência de uma passagem dilatada) como mais um «entre» … nesse «talvez» que abraça pela possibilidade que é a hipótese do indefinido. Ela está presente.

… e como não creio na parcialidade como constrangimento de sentidos (somos o argumento combinado, uma síntese de deslocações concretizadas… defendo) é na envolvência de cada entrega que

o arrepio me fixa à vontade de construir.

Também na silhueta reticente da projecção aparente se identifica um concentrado de incisões variáveis… que não se esgotam.

… penso.

(…)

O que aguardo? … tudo e nada.

2 Comments:

Blogger Maria Branco said...

Só consigo dizer que não espero nada, quando não procuro, quando não sinto... Quando estou ausente de sentires. Porque quando sinto, quando os meus olhos tocam um horizonte desejado, espero sempre algo, poderá não ser o tudo pelo receio que me assalta, insegurança? talvez...

18 agosto, 2004 22:56  
Blogger personna said...

Sentir...

esse «abraço» que compreende, que nos despe da ausência que o corpo não preenche. A permanência absorve, o «tudo» reclama-te e a totalidade prende-te! Sorris. A descoberta que não se «espera», acontece!

Mas quando o «instante» acaba, e com ele a viagem absoluta, o «tudo» que em «nada» se dissolveu imobiliza. A extensão perdida num rosto de palavras impossíveis agride. Procura-se um sentido... que (quase sempre) não se sente. Aceito...

... «tudo e nada», essa constância de perímetro abrangente.

19 agosto, 2004 06:51  

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