2004/10/09

..

.. há um reconhecimento da forma que te configura neste tempo de corpos desagregados. Fragmentos de um conceito que se perpetua no esgotamento de uma materialidade apagada, consumida... desactualizada.

Simulacros contaminados, fraqueza inusitada... o irrevogável retorno a esse «corpus» da forma e à forma do corpo confere-nos presença e identidade.

.. há inícios que se invertem, gritos sussurrados, amarrados... centripetamente confinados à imperecível demanda pela «visibilidade do invisível»,

desejo.

.. há uma medida arrastada, distraída... automatizada, aquela que nos vai roubando.

(...)

Há este «silêncio» que gela e fica por contar...

6 Comments:

Blogger rfarinha said...

Brincando com as tuas palavras invertidas:
Conta-me o gelo que nos rouba [automatizado, distraído e arrastado] na medida dos gritos iniciados, que nos completam a identidade e presença do corpo na forma, e que na forma retorna fraca e simulada... desactualidada, consumida e apagada... deixando esgotado o conceito dos fragmentos da desagregação de corpos que configurou a forma inicial.

bjs

09 outubro, 2004 12:48  
Blogger personna said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

10 outubro, 2004 05:53  
Blogger nobody said...

Notável!

10 outubro, 2004 12:17  
Anonymous Anónimo said...

O trilho das palavras é assombrosamente belo.

10 outubro, 2004 15:06  
Blogger metafora said...

Shiuuu...

10 outubro, 2004 21:18  
Anonymous Anónimo said...

..que remate. essa última frase. podem ser meras palavras, mas a sensação é quase tangível.


"silêncio que gela e fica por contar"

.. ah, palavras.



~~*
v.

10 outubro, 2004 23:34  

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