..
.. superfície inscrita, editada, exaltada... como num «corpo» de tempos e metamorfoses de destruição construída num acumular de lastros. Essa é a narrativa própria que se reinventa num palimpsesto mal apagado pela denúncia de textos indecisos, outrora, resistentes aos gestos diferenciais que (agora) se sobrepõem...
.. pensava
na transparência da intersubjectividade encontrada na silhueta desses «corpos gravados».
De cada ponto do campo primordial partem intenções vazias e determinadas. Fixa os momentos do percurso e liga um a um os pontos da superfície... entendes (?) aquilo a que chamamos de sensação é a mais primária das percepções enquanto «modalidade da existência», ela exige um fundo, essa estrutura que também se lê.
(...)
Subitamente, um desvio de olhar arrastado envolveu-me na (in)decifrável aparência de «ti»... percebi
que (também) há «pontos» que são «traços» e que há «traços» sem «pontos»... os teus, em mim.
.. pensava
na transparência da intersubjectividade encontrada na silhueta desses «corpos gravados».
De cada ponto do campo primordial partem intenções vazias e determinadas. Fixa os momentos do percurso e liga um a um os pontos da superfície... entendes (?) aquilo a que chamamos de sensação é a mais primária das percepções enquanto «modalidade da existência», ela exige um fundo, essa estrutura que também se lê.
(...)
Subitamente, um desvio de olhar arrastado envolveu-me na (in)decifrável aparência de «ti»... percebi
que (também) há «pontos» que são «traços» e que há «traços» sem «pontos»... os teus, em mim.
17 Comments:
sorrir-te como se abraço grande tumular envolvente - um céu aberto.
sorrir-me.
sem duvida...a sensibilidade dará-nos toda a vida "traços sem pontos", amar é também sofrer...resistir é também vencer ! agradou-me imenso...
Sublime!! Que mais posso dizer?? esta tudo nas tuas magnificas palavras! Beijos, desejo de uma excelente noite!
.. Ana Pereira:
.. compreender(-te) na extensão daquele «sorrir», um [so] fragmento suspenso no interstício da matéria subtraída... que agita este
observar(-me).
.. ruiluis:
.. sensibilidade que nos ocupa com impressões que flutuam nesses alinhamentos anónimos... como uma paleta de possibilidades (con)sentidas, sim.
(«amar», «sofrer», «resistir» e «vencer», são conceitos que quando misturados pervertem o argumento primeiro de cada «razão» como se anulassem reciprocamente o predicado essencial. Acredito.
.. talvez só os consiga admitir em «dinâmicas ausentes».)
Pelo sentido das tuas palavras, obrigada.
.. Maria Branco:
.. neste «espaço» que é um aqui, neste «tempo» que é um agora, mais um registo de «tensões»... na pele.
(...)
Os pontos dizem muito mais do que palavras lavradas sem sentido e só por parecerem mais completas... ;) bjs
.. ridufa:
.. aqueles, exacto, são «pontos» que revelam... esse «todo» na «parcialidade transitória» que somos.
.. e a «palavra», defendo, deve "ser" «inteira». Porque as ("... palavras lavradas sem sentido...") em nada acrescentam o «percurso».
[É claro que extrapolo sobre domínios que não incluem «exercícios» ecléticos ou de natureza estética, plástica, literária e /ou artística, como por exemplo o Movimento Dadá e o seu misto de ironia, arrojo e niilismo anárquico no Pós-Primeira Guerra Mundial.]
{ ... hoje já escrevi algures: “continuo nestas palavras sempre aprisionado. Pontos, virgulas e nos, visão anunciada, utopia desfolhada… fugir tento, mas não posso. fico, leio e gosto, continuo” © pipetobacco ... }
... E as linhas que se (des)cosem...
.. pipetobacco © pipetobacco:
.. «provo-te» as palavras, permaneço...
.. metafora:
Amiga, tenho dúvidas quanto à validade desse «(des)»... compreendo o raciocínio mas nestes «corpos gravados», subscrevo um «sentido», o da irreversibilidade do processo, génese da «narrativa própria»... composta.
(.. beijo beijo)
Em tom de brincadeira..
.. uma metafora optima para ti - vinho do porto!
beijo grande ;)
Quase que me vejo "obrigada" a explicar as anteriores palavras.. não va alguem não apanhar o espirito da coisa: estou a adorar este teu amadurecimento a que tenho assistido (em termos "bloglisticos"). Descubrir-te - desta forma - no campo das palavras não deixa de ser uma boa surpresa. *
.. Mariana:
.. que surpresa esta! Uma sensibilidade contida (aparentemente), que só alguns conseguem «tocar», a tua. Saudades.
Obs.: uma distracção, «descObrir-te», assim é. **
Sim.. agora os comentarios não dão para apagar.. (e antes ainda davam >:( *rolling eyes*)
Beijo grande :)
Sublime...muito bom.
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