2004/10/27

[.]

.. estilhaços com um prefixo, a [voz] do imprevisto

sabor que hoje, ontem talvez, foi

a [tua] presença. recorto

fracções de um sentir misturado, um reflexo breve

do som... que [a] narrativa oculta

(...)

resíduos... [em mim], .

12 Comments:

Anonymous Anónimo said...

O momento passa mas deixa-nos marcas indeléveis.
É a presença do passado, os tais resíduos...

27 outubro, 2004 16:24  
Blogger Mariana said...

ai meu deus.. que estamos tão tão ;)

um passado que na verdade de passado não tem nada, porque ainda hoje não passou, dor (talvez pena) da perda.. como habituar o corpo "aquela falta" que era um pouco de nós? :( *suspiro*

beijo grande :)

27 outubro, 2004 23:49  
Blogger personna said...

.. Madalena Bozetti:
.. uma «passagem» que se reinventa a cada instante. Interessante.

28 outubro, 2004 08:27  
Blogger personna said...

.. Mariana:

não te precipites... há «mensagens» que não se desprendem (logo) dos «ruídos» que as interpretações (várias) pressupõem. Porque somos um reservatório de registos, um concentrado de sensações... a experiência (da palavra) nunca é pura! Ela compreende «imagens» passadas e actuais, emoções e sentidos... que SOMOS.

«Lê», encontra, aquele «reflexo breve do som que a narrativa oculta»... está lá, visível.

Até já.

28 outubro, 2004 08:36  
Blogger Mariana said...

Até já?? Mas.. vais sair agora de casa??? Nãoooooooo!!! já estou atrasada!!! :D

Já comentei contigo.. estes os teus "registos".. tenho sempre "aquela" tendência de colocar as palavras na boca de quem as escreve e num presente.. não é defeito, é feitio. 0:)

28 outubro, 2004 11:21  
Blogger Mariana said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

28 outubro, 2004 11:21  
Blogger rfarinha said...

Narrativas ocultas nos versos que mostras e mostram um pouco de ti ;) bjs

28 outubro, 2004 12:02  
Blogger souuma said...

Não gosto de repetir-me, mas, de facto, há palavras que se bebem... devagar... com um prazer desmesurado (como é o caso). Pena que continue a ter grandes dificuldades para ler e comentar, uma vez que o blog continua a dar-me erro sempre que o abro, não dando sempre para fazer o truque que já aprendi, enfim.

A profundidade destas palavras sente-se... e ressente-se...

30 outubro, 2004 00:29  
Blogger personna said...

.. Mariana:
Não sei se o argumento se «fundiu» ou «confundiu» (!) ... beijo

31 outubro, 2004 13:52  
Blogger personna said...

.. ridufa:
.. sim, quando a fronteira que separa o querer «dar» do querer ser «roubada» é omissa.

31 outubro, 2004 13:58  
Blogger personna said...

.. souuma:

Escreve-se quantas vezes para criar uma pausa
e suspender a ânsia e continuar de novo
como quem respira um vago aroma branco
em que o mundo é abolido e renovado ressurge

Será isto ilusão ou liberdade do lume
que se estende em flexíveis linhas
e ao mesmo tempo estremece como a mão da água
espalhando a frescura de uma folha e o calor de um animal?

É sempre ambígua e volúvel a palavra
talvez porque o seu sangue é um mercúrio indivisível
e o seu perfume é tanto de uma cinza fina como de um ingénuo
jasmim

António Ramos Rosa

(...)

31 outubro, 2004 14:03  
Blogger personna said...

.. souuma: quanto ás dificuldades que continuas a ter para visualizar os conteúdos e comentar os posts, não imagino como te possa ajudar... infelizmente.)

31 outubro, 2004 14:10  

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