2004/08/18

Registo(s)...

Nesse limbo do talvez crucificas a densidade lunar que te poderia dar as asas para voar… Falta-te Dédalo, questiono afirmativamente…

A glória dos actos está em Prometeu que roubou o fogo aos deuses e o deu aos homens, permitindo a ascensão destes a um Olimpo de certezas… ludibriemos os deuses e façamos um festim!

E quando te projectas nessa parede serão as sombras que te ditam a realidade? Ou nessa presença vítrea os olhos são audazes e perscrutadores?

E sim… a revelação que se consente num intermédio do “talvez”… num espaço deixado solitário e sem guarda… insinua-se a música, enche o espaço e soltas-te da parede para voar numa dança!

Aguardas o abraço do imediato que te faça erguer de ti? Reconheces o “registo” certo?

7 Comments:

Blogger Maria Branco said...

Aguardo esse abraço do imediato que me faça erguer de mim...

18 agosto, 2004 11:51  
Blogger metafora said...

Maria:

Não será dessa espera que nos fazemos todos? Mesmo quando já não o esperamos, porque já o temos, cabe-nos a missão sinuosa de o mantermos.

Tarefa, essa sim, de gigantesca dificuldade, porque o amor, esse, acredito, chegará um dia... chega sempre... é esse o sentido da vida...

18 agosto, 2004 14:32  
Blogger Maria Branco said...

Uma missão demasiadamante sinuosa...
Um dia tentei manter um abraço, que me ergueu de mim, que me deu vida... Não tive capacidade de o manter. Ainda não sei onde me falhei. Talvez nunca o vá saber... Procurar explicações (que procuro) talvez seja um acto cruel para comigo, reconheço-o. Porque nessa tentativa alimento a dor. Mas, talvez seja essa a unica forma de me libertar desse abraço, ao qual fiquei presa. Tentamos analisar, explicar... mas é tudo demasiadamente complexo quando estão envolvidas emoções.

18 agosto, 2004 22:51  
Blogger metafora said...

Maria:

Prendi-me nas tuas palavras e incomodou-me a tua dúvida sobre as “falhas”… será que falhamos? Não acredito em arrependimentos, creio, porém, como Pangloss, que todas as causas têm efeitos…

Não se falha nada quando se vive. Sentir as emoções corresponde à elevada capacidade de estarmos em constante mutação…

Porém, admito-o, as derrotas existem e, com elas, recebemos a solidão… os momentos taciturnos incomodam-nos e arrastam-nos na escuridão dos nossos sentimentos…

Que a luz se faça sobre ti…

20 agosto, 2004 14:42  
Blogger Maria Branco said...

Quando falo em "falhas", não falo em arrependimento. Mas sei reconhecer quando as cometo, quando me falho, delas resulta como dizes, muitas vezes a escuridão, a dor, mas também a aprendizagem, o crescimento... E ao contrario do que dizes, penso que quando se vive falha-se.. Todos cometemos erros (falhas) enquanto seres imperfeitos que somos. Ao reconhecer esses erros já é um caminho para encontrar a luz...

23 agosto, 2004 11:53  
Blogger metafora said...

Maria:

Decerto que encontro razão nas tuas palavras... mas vejo as "falhas" ou "erros" como fazendo parte de um percurso que nos torna mais fortes e melhores...

A "falha" não existe quando o arrependimento também não sucede...

23 agosto, 2004 14:54  
Blogger ruiluis said...

assim como prometeu, sacrificamo-nos por nossa liberdade e certeza procurando com orgulho, nosso destino...nesse caminho erramos, até encontrármos o caminho certo que nos irá guiar à paz e ao amor, se por acaso assim fôr...muito interessante blog de psicologas (?) com falta de simplicidade nos textos...mas, de certeza que assim deverá de sêr...um abraço !

04 outubro, 2004 16:13  

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