2005/10/20
2005/05/28
2005/05/23
ODE...
Mesmo que cegasse guardaria para a eternidade cada detalhe da tua pele, cada arrepio do teu sorriso, cada voo do teu olhar...
2005/05/05
Prazer...
E há sempre este prazer de percorrer (de novo) as tuas palavras, com a multiplicidade de interpretações que formam a teia poética [que és]...
Estados d'alma sempre novos, de cariz tão intenso...
O meu sorriso... em ti!
Estados d'alma sempre novos, de cariz tão intenso...
O meu sorriso... em ti!
2005/04/27
..
... existe,
o «pequeno infinito» de causas residuais... «inscritas»... na ilusão do movimento continuado. Um plano de abstracções importadas pela condição vernácula do «tamanho» da intocável, intangível, observação invertida.
... a negação do excesso calculado num espaço exíguo de tempo transacto, espesso... concentrado. E...
... a palavra, o pensamento, o gesto que acontece e aquece a medida de cada sentir... que se respira, que respiro, ao ritmo dessa presença... tua... minha entrega
Existe porque existes...
surpresa crescente na perpétua dimensão deste querer-te nos instantes que constroem a razão do(s) tempo(s)...
o «pequeno infinito» de causas residuais... «inscritas»... na ilusão do movimento continuado. Um plano de abstracções importadas pela condição vernácula do «tamanho» da intocável, intangível, observação invertida.
... a negação do excesso calculado num espaço exíguo de tempo transacto, espesso... concentrado. E...
... a palavra, o pensamento, o gesto que acontece e aquece a medida de cada sentir... que se respira, que respiro, ao ritmo dessa presença... tua... minha entrega
Existe porque existes...
surpresa crescente na perpétua dimensão deste querer-te nos instantes que constroem a razão do(s) tempo(s)...
2005/04/13
2005/03/04
Liberdade
Já não fluem para ti os meus pensamentos, há muito que o meu olhar não desaguava no teu, naquele acto solene de inocência genuína. Despi-me de ti.
A cadência perdeu o sentido e é de sentidos apenas que quero existir.
Serei voz-palavra-toque-sabor-perfume-olhar-sensação…
Bastar-me-á.
Viro a página e há um mundo por desvendar.
A cadência perdeu o sentido e é de sentidos apenas que quero existir.
Serei voz-palavra-toque-sabor-perfume-olhar-sensação…
Bastar-me-á.
Viro a página e há um mundo por desvendar.
2005/03/03
2005/02/26
2005/02/23
..
[... furtas-me a «palavra» da boca e o suspiro que a garganta não segura
(...) És «tu» o (meu) poema...]
(...) És «tu» o (meu) poema...]
2005/02/06
Acústica Amorosa
Temos esta música em comum: a sua
transparência percorre os séculos sombrios; e
o som dos seus ecos introduz-se nas cavidades
da memória. São pedaços de eternidade
que se incrustaram no tempo; restos de luz
numa deambulação de dedos. Preparo
a transposição da voz para um jardim botânico
de sensações: um canteiro regado pela ternura
do ocaso; os caules da frase mergulhados
na terra do desejo. Afasto as folhas, como os cabelos,
da testa: e sigo o desenho das pálpebras,
até ao canto dos olhos, onde
o improviso começa.
Nuno Júdice, in O Estado dos Campos
(Fonte: http://olhares.com - Foto de Vítor Dias)
transparência percorre os séculos sombrios; e
o som dos seus ecos introduz-se nas cavidades
da memória. São pedaços de eternidade
que se incrustaram no tempo; restos de luz
numa deambulação de dedos. Preparo
a transposição da voz para um jardim botânico
de sensações: um canteiro regado pela ternura
do ocaso; os caules da frase mergulhados
na terra do desejo. Afasto as folhas, como os cabelos,
da testa: e sigo o desenho das pálpebras,
até ao canto dos olhos, onde
o improviso começa.
Nuno Júdice, in O Estado dos Campos
(Fonte: http://olhares.com - Foto de Vítor Dias)
2005/01/31
..
... porque há gestos que nos aquecem, este abraço com sabor a ti... parabéns menina linda, beijo beijo... teu.
2005/01/21
Alter ego... sum...
Quando o silêncio é denso, amorfo, impossível de descolar da pele ressequida, quando o seu peso verga a torrente de palavras que deveriam cruzar o vazio... Algures há uma comporta que aprisiona a doçura e apenas liberta o sal que são meus olhos, semicerrados, cegos de não te ver mais...
Porém aqui estás, indolentemente, passeando-te na minha dor...
Já não me bastam as recordações, já não me basta a tua presença... outrora seriam sinónimos de sorrisos, de olhar brilhante e de vida... Resta-me o frio imenso que é chorar a morte do que fomos, atravessar o luto diário da nossa semi-existência...
E eu sei que não me lês, por isso te escrevo estas palavras, porque me oculto na cobardia que é a esperança que me estrangula...
Bastar-nos-ia uma palavra, a correcta, a necessária, a urgente, a premente: fim... Já nada nos prende, nem mesmo o calor dos corpos nas noites frias, os cheiros, os olhares, os sabores... dolentemente distante a sinestesia perfeita... doentiamente presente essa sensação que me flagela a cada segundo da tua presença...
Um dia olhei-te pela primeira vez: olhar brilhante, cabelos revoltos, sorriso perfeito... Fiquei para sempre presa nesse feitiço que nos encantou. Há muito que me agarro a essa imagem, revestindo-me consecutivamente de todas as sensações... Hoje acordei e percebo que não passamos de mera fotografia nesse corredor do passado...
Amei-te tanto...
Porém aqui estás, indolentemente, passeando-te na minha dor...
Já não me bastam as recordações, já não me basta a tua presença... outrora seriam sinónimos de sorrisos, de olhar brilhante e de vida... Resta-me o frio imenso que é chorar a morte do que fomos, atravessar o luto diário da nossa semi-existência...
E eu sei que não me lês, por isso te escrevo estas palavras, porque me oculto na cobardia que é a esperança que me estrangula...
Bastar-nos-ia uma palavra, a correcta, a necessária, a urgente, a premente: fim... Já nada nos prende, nem mesmo o calor dos corpos nas noites frias, os cheiros, os olhares, os sabores... dolentemente distante a sinestesia perfeita... doentiamente presente essa sensação que me flagela a cada segundo da tua presença...
Um dia olhei-te pela primeira vez: olhar brilhante, cabelos revoltos, sorriso perfeito... Fiquei para sempre presa nesse feitiço que nos encantou. Há muito que me agarro a essa imagem, revestindo-me consecutivamente de todas as sensações... Hoje acordei e percebo que não passamos de mera fotografia nesse corredor do passado...
Amei-te tanto...
2005/01/18
2005/01/08
[.]
... Na pele o arrepio traçado pela tua ausência, palavra selada, seca, apagada da minha existência...
Ponto por ponto, atento o ponto que não pontua... Ponto que existe, como lâmina afiada, ameaçadora que teima no limbo... há apenas uma perceptibilidade não visível de um ponto que é mais do que mero ponto. Ponto. Reticências...
Compromisso que se viola, de lábios ensanguentados... A minha opacidade densa testa-te a incerteza... presente...
Ponto. Vazio...
(Fonte: http://olhares.com - Foto de Ricardo Tavares)
Ponto por ponto, atento o ponto que não pontua... Ponto que existe, como lâmina afiada, ameaçadora que teima no limbo... há apenas uma perceptibilidade não visível de um ponto que é mais do que mero ponto. Ponto. Reticências...
Compromisso que se viola, de lábios ensanguentados... A minha opacidade densa testa-te a incerteza... presente...
Ponto. Vazio...
(Fonte: http://olhares.com - Foto de Ricardo Tavares)
2004/12/31
..
[... compromisso de lábios por selar. Para que me leias na vertigem dos pretéritos encontros, faço-me transparência tua certeza... (tua).
(...)
Na pele... a palavra omissa, o arrepio que (só) em ti escrevo. ]
(...)
Na pele... a palavra omissa, o arrepio que (só) em ti escrevo. ]
2004/12/29
Arquétipo...
Há sempre uma certa languidez pálida nesta altura do ano...
Saboreio-a, mas não lhe sinto o gosto... Toco-a, mas as mãos permanecem frias...
... Há sempre um ser que me habita e depois me abandona... e há uma cadência anual nesta sensação obscura...
(Para ti o espaço que imponho é o da mera surpresa... sal...)
Saboreio-a, mas não lhe sinto o gosto... Toco-a, mas as mãos permanecem frias...
... Há sempre um ser que me habita e depois me abandona... e há uma cadência anual nesta sensação obscura...
(Para ti o espaço que imponho é o da mera surpresa... sal...)
2004/12/21
..
... um tempo, neste espaço... subtraído
a condição subjectiva da sensibilidade. Nela, em mim, te encontro rasgada que fui pela perplexa torrente de aproximações... esse sistema de imprevistos reinventados
na ausente matéria... o gosto
... ele. Escuta o silêncio que a palavra busca... nos lábios, o (teu) poema
(...)
Sabes, eu também sei...
a condição subjectiva da sensibilidade. Nela, em mim, te encontro rasgada que fui pela perplexa torrente de aproximações... esse sistema de imprevistos reinventados
na ausente matéria... o gosto
... ele. Escuta o silêncio que a palavra busca... nos lábios, o (teu) poema
(...)
Sabes, eu também sei...
2004/12/15
Ditos (I)
Há, dizem, um espaço e um tempo...
E naquela aurora fria a densidade que nos preenchia era névoa de ilusão e fantasia… Verti sobre ti a poeira das estrelas e, nesse exacto segundo milenar, fechei o espaço de tempo que nos limitava a cumplicidade...
... Cumpri em ti a minha essência... basta-me ser partícula desse espaço que é o teu sorriso e fazer parte do tempo do teu beijo...
E naquela aurora fria a densidade que nos preenchia era névoa de ilusão e fantasia… Verti sobre ti a poeira das estrelas e, nesse exacto segundo milenar, fechei o espaço de tempo que nos limitava a cumplicidade...
... Cumpri em ti a minha essência... basta-me ser partícula desse espaço que é o teu sorriso e fazer parte do tempo do teu beijo...
2004/12/07
2004/11/29
..
... reticente suspensão na lâmina inclinada
(pensei).
... poder-te-ia desenhar entre «pausas» recicladas de cor grave e decisiva, antecipar o gesto adestrado que (te) revela «lenta e compassadamente»... poderia
diluir(-me) na palavra fina incisão que talha o «silêncio» do argumento que misturas na precisão da tua medida... poderia
analisar e mergulhar em cada vestígio desfigurado (solto ou organizado) no caixilho da razão... entendes (?) é tarde e...
... detenho-me neste cigarro, «teu».
(pensei).
... poder-te-ia desenhar entre «pausas» recicladas de cor grave e decisiva, antecipar o gesto adestrado que (te) revela «lenta e compassadamente»... poderia
diluir(-me) na palavra fina incisão que talha o «silêncio» do argumento que misturas na precisão da tua medida... poderia
analisar e mergulhar em cada vestígio desfigurado (solto ou organizado) no caixilho da razão... entendes (?) é tarde e...
... detenho-me neste cigarro, «teu».
2004/11/25
Reti...c(i)ências
Dias há em que me espanto pela ciência amestrada das reticências...
/... Entre os pontos há a pausa essencial que permite a respiração lenta e compassada que um pensamento sugere.../
E existem os sentidos despertos que assimilam cada pausa, num silêncio expectante...
No dia de hoje sou sentido desperto...
/... Entre os pontos há a pausa essencial que permite a respiração lenta e compassada que um pensamento sugere.../
E existem os sentidos despertos que assimilam cada pausa, num silêncio expectante...
No dia de hoje sou sentido desperto...
2004/11/22
..
... na «abstracção do momento», encontrei o azul estilhaço que me fitou. Incisivo o corte breve
na duração gasta do acessório... «respirei»
a «pausa» inesperada, isenta... contextualizada
e os sentidos despertos, indiferentes e exaltados na consciência turva desse «tudo» e «nada», absolutos.
na duração gasta do acessório... «respirei»
a «pausa» inesperada, isenta... contextualizada
e os sentidos despertos, indiferentes e exaltados na consciência turva desse «tudo» e «nada», absolutos.
2004/11/20
..
[...
queria de ti um país de bondade e de bruma
queria de ti o mar de uma rosa de espuma
Mário Cesariny ]
queria de ti um país de bondade e de bruma
queria de ti o mar de uma rosa de espuma
Mário Cesariny ]
2004/11/15
Pausa...
Na abstracção dos momentos há um olhar que se pousa nas ondas que o mar já desfez na areia.
Reflicto...
... E sobre segredos interditos, furtivos, silenciados, dizimados... rasgo-me numa assombração de sucessivos instantes, num espasmo essencial de vida...
Respiro...
... E há o complexo partilhado, mundo gigante e incauto de distracções múltiplas que geram uma Babel de sussurros esmagados...
Reflicto...
... E sobre segredos interditos, furtivos, silenciados, dizimados... rasgo-me numa assombração de sucessivos instantes, num espasmo essencial de vida...
Respiro...
... E há o complexo partilhado, mundo gigante e incauto de distracções múltiplas que geram uma Babel de sussurros esmagados...
2004/11/13
..
... da fusão entre um e outro «tempo» resulta a unidade contextual, a cicatriz que reconcilia... diria. E nesse tecido plasmado, afinado... reciclado de consequências residuais, a raiz da [tua] presença
contaminada que foi num abreviar de pautas dissolvidas... «bebi»
cada nota inventada na simetria desse amplexo dividido, de imprevistos estruturados pelo gesto lento do (re)conhecimento... [teu] [nosso]
o segredo furtivo da «palavra» interdita.
(...)
contaminada que foi num abreviar de pautas dissolvidas... «bebi»
cada nota inventada na simetria desse amplexo dividido, de imprevistos estruturados pelo gesto lento do (re)conhecimento... [teu] [nosso]
o segredo furtivo da «palavra» interdita.
(...)
2004/11/11
..
... e na respiração o ângulo
isento de premências gastas... o princípio justaposto da constância que
ficou.
isento de premências gastas... o princípio justaposto da constância que
ficou.
2004/11/10
2004/11/05
..
... transparência sólida de purpúreo gosto. Na lucidez breve, a impetuosa elevação do mínimo... (esse) arrepio
tatuado de um sopro apartado que (me) sustém.
(...)
tatuado de um sopro apartado que (me) sustém.
(...)
2004/10/31
"Liberdade"...
Ponto por ponto...
... Traço a linha entre pensar e sentir...
Respiro fundo...
(Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.
Sophia de Mello Breyner)
... Aguardo!
(Fonte: http://fotografia-na.net - Foto de Nanã Sousa Dias)
... Traço a linha entre pensar e sentir...
Respiro fundo...
(Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.
Sophia de Mello Breyner)
... Aguardo!
(Fonte: http://fotografia-na.net - Foto de Nanã Sousa Dias)
