2004/12/31

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[... compromisso de lábios por selar. Para que me leias na vertigem dos pretéritos encontros, faço-me transparência tua certeza... (tua).

(...)

Na pele... a palavra omissa, o arrepio que (só) em ti escrevo. ]

2004/12/29

Arquétipo...

Há sempre uma certa languidez pálida nesta altura do ano...

Saboreio-a, mas não lhe sinto o gosto... Toco-a, mas as mãos permanecem frias...

... Há sempre um ser que me habita e depois me abandona... e há uma cadência anual nesta sensação obscura...

(Para ti o espaço que imponho é o da mera surpresa... sal...)

2004/12/21

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... um tempo, neste espaço... subtraído

a condição subjectiva da sensibilidade. Nela, em mim, te encontro rasgada que fui pela perplexa torrente de aproximações... esse sistema de imprevistos reinventados

na ausente matéria... o gosto

... ele. Escuta o silêncio que a palavra busca... nos lábios, o (teu) poema

(...)

Sabes, eu também sei...

2004/12/15

Ditos (I)

Há, dizem, um espaço e um tempo...

E naquela aurora fria a densidade que nos preenchia era névoa de ilusão e fantasia… Verti sobre ti a poeira das estrelas e, nesse exacto segundo milenar, fechei o espaço de tempo que nos limitava a cumplicidade...

... Cumpri em ti a minha essência... basta-me ser partícula desse espaço que é o teu sorriso e fazer parte do tempo do teu beijo...

2004/12/07

Lição # 01

E sim... do caos nasce a harmonia...

Sorrio para ti e em ti!