2004/08/31

..



..

..

... entre «planos», sempre, o contorno da sombra projectada... que observa.

( discernimento ou provocação? ... )

2004/08/30

Planos...

… E que o limite seja esse éter de incorpórea capacidade de fazer planar até ao infinito multiplicado pelo mundo!

O que se é, nesses três planos distintos da existência, permite que as máscaras sejam arrancadas, rasgadas, dilaceradas e sejamos, em pleno, o que simplesmente somos. Redundante mas não redutor… o inverso, sem dúvida!

Como se os passos se trifurcassem e permitissem que as sensações sejam sempre plenas, sinceras, sem fugas ilusórias…

Nesta arte de rasgar o pano que cai sobre o palco insinua-se o sopro vital que murmura que assim se vive em plenitude: imperam os sentidos, sempre despertos e consentidos!

2004/08/28

..

... revisito a «palavra» omissa... que me prendeu.

..

... é na ambiguidade, na incerteza... na hesitação do instante que (também) se reconhecem ou reconciliam as partes.

Agrada-me pensar na inconstância do percurso… admito a vontade do incorpóreo… ás vezes

quadro de equívocos, outras silogismo da perfeição.

(...)

nota de cor invertida, reflexo inusitado ou aparência de sombras de luz,

não existe limite.

2004/08/27

Catarse...

(Gostei desse "conceito viciado" da realidade exclusivista do nosso olhar… Perturba-me pensar que isso é verídico, mas o facto dita-me que essa é a dureza da realidade…)

As sombras que passam são meros vultos ou o seu suave toque, indiferente à nossa passagem, torna-nos bolas no veludo verde do snooker?

Reacção – efeito… as consequências são múltiplas e tão díspares quanto a tentativa de tornarmos o presente uma mera peça de elenco…

Não chegam as didascálias, não bastam a indicações do ponto… o momento é tão leve que a sua substância etérea se desfaz e refaz a cada sopro da respiração, por mais que o coração esteja compassadamente lento…

..



... um toque de realidade.


(”vejo o mundo como eu sou e não como ele é”) Paul Eluard

2004/08/25

Visões...

Entre o pretérito (im)perfeito surge o condicional e desnuda-se o presente…

Hoje o que vejo neste horizonte azul salgado são os fragmentos que bóiam na incerteza desse momento em que submergem (ou não)… vir à tona, respirar, limpar os olhos desse vício de se observar, nadar e mergulhar… demasiados verbos para que os conjuguemos na doçura das sensações…

E vejo-me gárgula, porque o apetite é voraz e a sede de abraçar é demasiado insuportável! Na pele deste reinvento o toque da realidade e permito-me perceber as paredes internas deste sentir!...

(Na galeria de horrores o que delimita é real ou projectado?)

E… pensemos… “no início era o verbo”… por isso nos fazemos de actos!

(Ao longe ouço um Molière revisitado por um sino de uma capela…)

..

[ (des)encontros...

... sete e três a zero oito de vinte e um… tons? Neles, a proporção de um outro olhar... ]

(...)

..

… inícios

esse compasso atípico, insubmisso… reinventado.

Ás vezes ocupam, outras rasgam… num intervalo de revelações possíveis de passagens intactas.

(…)

… cada fragmento (pretérito imperfeito nesse presente de alusões) assume uma reticência no espaço da incerteza, essa suspensão imperceptível ao tacto

… cada momento (alusão de pretéritos perfeitos no universo da possibilidade) representa a sublimação de um estado viciado de conteúdos… que também de utopias se alimenta.

Esta é a imagem da sensação iminente…

… o instante breve que (me) denuncia.

2004/08/23

..



..

2004/08/21

Ponto Zero, Ponto Um...

As palavras outrora teste...

... Teste outrora às palavras...

Permanecemos!

.../...

Mas hoje a certeza de que a realidade (presença) consentida permite a evolução dos sentidos, a magia da cumplicidade e da harmonia!

Rasgo-me num sorriso!

Sonho de crisálida...



(Fonte: http://www.fotografia-na.net/)

Vejo uma teia que prende...

Parece-me...

Nada se esgota na multiplicidade de máscaras que somos... porque nos construímos em todos os minutos, porque absorvemos dos outros novas essências que consolidam a nossa...

E sempre o arrepio da existência vivida que nos permite adensar a certeza dos objectivos...

Sem prostações involuntárias, creio, apenas uma necessidade de sermos “espectadores atentos” de uma realidade que se pretende apreendida num todo figurado...

E quando te sentas e olhas e pensas e respiras o que és corresponde ao que precisas de perceber, porque as pausas também se querem, porque os momentos devem ser digeridos e dissecados...

Nesses momentos nada se aguarda, mas tudo se sente...

Essencialmente um aparente sono...

... Parece-me...

2004/08/18

.. registo(s).

Assumo a «densidade lunar» (consciência de uma passagem dilatada) como mais um «entre» … nesse «talvez» que abraça pela possibilidade que é a hipótese do indefinido. Ela está presente.

… e como não creio na parcialidade como constrangimento de sentidos (somos o argumento combinado, uma síntese de deslocações concretizadas… defendo) é na envolvência de cada entrega que

o arrepio me fixa à vontade de construir.

Também na silhueta reticente da projecção aparente se identifica um concentrado de incisões variáveis… que não se esgotam.

… penso.

(…)

O que aguardo? … tudo e nada.

Registo(s)...

Nesse limbo do talvez crucificas a densidade lunar que te poderia dar as asas para voar… Falta-te Dédalo, questiono afirmativamente…

A glória dos actos está em Prometeu que roubou o fogo aos deuses e o deu aos homens, permitindo a ascensão destes a um Olimpo de certezas… ludibriemos os deuses e façamos um festim!

E quando te projectas nessa parede serão as sombras que te ditam a realidade? Ou nessa presença vítrea os olhos são audazes e perscrutadores?

E sim… a revelação que se consente num intermédio do “talvez”… num espaço deixado solitário e sem guarda… insinua-se a música, enche o espaço e soltas-te da parede para voar numa dança!

Aguardas o abraço do imediato que te faça erguer de ti? Reconheces o “registo” certo?

..



..

..

… «nessa parede que te reflecte…»

perfil mimético de limites permissíveis… uma transparência ausente que toca.

Momento suspenso… glacial… paralisado nesse espaço privado de luz (re.conhecimento), narrativa do imediato, revelação súbita.

Talvez.

(…)

2004/08/15

Sê...

Nessa parede que te reflecte a densidade de desejares seres apenas e só isso: imóvel, presente, observadora, subjugada ao rol das emoções... A vida nega-to e ardes!...

Nasceste na espuma do mar e nele banhas os pés doridos pelos rasgos acutilantes da aurora... Todos os dias que nascem mostram-te a graciosidade dos momentos e, ao decidires seres parte dessa perenidade, desfazes em ti a luz da eternidade... A vida permite-to e sentes!...

Sem epitáfios cansados e evitando as sequelas repetidas, palmilhas os sentidos semi-perfeitos e procuras-te nessa procura do ser que se envolve na espuma do luar ardente... A vida nega-to e insistes!...

Dança e voa e apaga em ti aquilo que procuras... existes, isso basta! Vive-o!

2004/08/13

..



..

2004/08/12

..

… estratégia táctil, uma causa reflectida

de movimentos interessados, concentrados, compreendidos. A visibilidade frágil dos tons que são a metamorfose de (...) alimenta

a doce interrogação do que pode ser… um momento inteiro nessa duração de gosto parcial que limita.


… na impressão de sabores iniciados, que se encontre a palavra… «absoluta».